POEMBIENTAL PARA LAVRAS NOVAS

- Amaury Barroso

Se a sede barroca seguir
os presságios da geologia
museus, igrejas e o tombamento
virão às ruínas

Se ficar sem suporte o Morro de São Sebastião
sem qualquer remendo
que surja da mineração
para salvar ou aliviar as dores

Seguiremos pela estrada em curva
com o cuidado de não esbarrar
na pedra do equilíbrio
com fome de morar na alta vila

Ah, Lavras Novas povoada
onde estarão suas regras de trânsito
seguirei a expedição nefelibata
ovacionarei os longínquos mirantes

Quero banhos na Prazeres
Toda a bacia do Custódio
Quero o moderno dos visitantes
Quadriciclos e o rústico do Kazulo

Paz sem minério
Vida sem mistério
Outorga de liberdade
Terra celestial

Quero meu naco, meu lote, meu quinhão
Se não for possível
Quero ao menos respirar, andar no chão
Pois sou negro, carijó e branco

“Com-a-graça-de-Nossa-Senhora-dos-Prazeres-do-Divino-Espírito-Santo”

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