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OLHAR DO VISITANTE

Confiram a matéria dos visitantes Rosi e Adriano que vieram a Lavras Novas e ficaram hospedados com a gente.

Eles tem um blog bem interessante onde publicam informações e opiniões a respeito de lugares que visitam.

Vale a pena dar uma olhada!

Link do blog: http://www.viagemcomemocao.com.br/lavras-novas-de-moto-o-que-fazer-em-um-fim-de-semana/

Lavras Novas de moto: o que fazer em um

fim de semana

Esse post deveria se chamar “Como nos apaixonamos por Lavras Novas em um fim de semana“. Foi um destino bem romântico e recomendamos pra dar uma fugida de Belo Horizonte. É muito perto e uma delícia de lugar, ainda mais no frio. Saímos de lá querendo voltar, pra morar numa casinha com vista pras montanhas… Vem ver as fotos e as dicas dessa viagem!

 

Como chegar em Lavras Novas saindo de Belo Horizonte

Roteiro: Belo Horizonte > Lavras Novas
Distância: 120 km

Saímos sábado às 8h de Belo Horizonte e chegamos em torno de 9:30h em Lavras Novas. Quando passamos pelo trevo de Ouro Preto, o tempo ficou gelado, e logo depois piorou! Na estradinha pra Lavras Novas tem alguns trechos sem asfalto. Nessa hora a gente nem conseguia ver a estrada, de tanta cerração. Um friooooo que nunca passamos antes de moto!

Nossa chegada parecendo filme de terror

A cidade parecia fantasma, não se via uma janela aberta nem ninguém na rua. Chegamos com as roupas úmidas e tudo que a gente encostava parecida molhado. Adriano quase voltou pra casa porque segundo ele “não sabia lidar com o frio”. hahaha

A cidade é bem pequena e andamos a pé para todos os lugares, pois ficamos em um chalé pertinho da rua principal.

Chalés Kazulo

Ficamos no Chalés Kazulo. São 4 apartamentos muito bonitinhos, perto do “centro” da cidade (que é praticamente só uma rua). A vista é muito bonita, o quarto é aconchegante, tem varanda, um sossego só. A única parte ruim foi sentir tudo úmido, porque estava muuuito frio. Sugerimos para os donos um aquecedor no quarto pra ajudar ;D

O café da manhã é na Doce Docê, uma doceria ao lado da pousada. Teve pão, bolos caseiros, pão de queijo, suco, chá… simples e muito gostoso. No dia que chegamos também fomos direto pra lá tomar café e chá quentinhos <3

A vista do nosso quarto… aiai, como faz pra acordar assim todo dia?

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O que fazer

Antes de ir pesquisamos algumas coisas pra fazer, como cachoeiras e trilhas, mas cadê animação de sair com o frio que estava fazendo?

No sábado, saímos pra almoçar e aproveitamos pra passear pela cidade. Seguimos a rua principal em direção à entrada da cidade, a mesma pela qual chegamos. Tem uma igreja, muitos restaurantes, mercadinho, farmácia etc.

Achamos também um mirante escondido. Tem uma plaquinha discreta e fica a alguns metros da rua só. Vale a pena pra ver a vista!

No domingo, seguimos a avenida principal em direção ao final da cidade e descobrimos muito mais restaurantes e casinhas fofas.

Andamos até começar uma estradinha de chão que dava em uma trilha, mas não sabíamos até onde ia. Eu (claro) quis voltar. Acabamos ficando curtindo o sol nas pedras e admirando a vista.

 

Fizemos um mapinha dos lugares que a gente foi, porque a maioria não aparece no Google Maps:

Onde comer

Villa Dos Tigres: no sábado, após andar e andar por vários restaurantes, escolhemos esse, que fica perto da entrada da cidade. Pedimos costelinha com mandioca na manteiga de garrafa, mas a costelinha estava seca e o prato estava bem normal. O lugar estava cheio, atendimento demorou, com música ao vivo super alta (um defeito da maioria dos lugares lá). O total ficou em R$ 80, e não achamos que valeu a pena.

Restaurante da pousada Serra do Luar: no domingo almoçamos nesse self-service de comida mineira, servida no fogão a lenha. Pagamos R$ 15 cada com direito a sobremesa. Porém chegamos tarde e as coisas já estavam acabando.

Curdiá Casa de Doces: o lugar é uma confeitaria que funciona em uma casinha “torta”, uma gracinha! Comemos pão de mel (R$ 5 cada), e estava uma delícia. Não aceita cartão.

O lugar mais gostoso, pra ser sincera, foi um pastel de R$ 3 que comemos no caminho para o mirante citado aí em cima. Era na casa de uma dona mesmo, ela fritou na cozinha dela, e estava muito bom!
Ficamos com vontade de ir no Pizza Nostra, que parece ser muito bom, e em um restaurante medieval, o Espaço Cultural Santo Graal.

Dicas

  • Escolha uma pousada perto da rua principal. É muito mais agradável andar a pé do que de carro por lá.
  • Não tem posto de gasolina nem supermercado grande, só mercadinho.

Lugares

Fundão do Cintra

Ainda há diversos vestígios remanescentes dos primeiros povoamentos mineradores em nossa região. Dentre estes, no atual distrito de Santo Antônio do Salto, vale a pena destacar o lugarejo do Fundão do Cintra, ou simplesmente Fundão. Situado às  margens de um antigo caminho para abastecimento, seria rota de tropeiros que negociavam nas fazendas e vendas da região.

Nele pode-se visitar uma capelinha secular ainda existente, patrimônio material  de Ouro Preto de nome Nossa Senhora dos Remédios. Reza lenda que o poeta inconfidente Cláudio Manuel da Costa, ainda menino, teria sido batizado na capelinha do Fundão do Cintra. Ainda há no local uma belíssima cachoeira.

Observa-se também desta região, uma formação rochosa, que para alguns teria a forma de Santo Antônio. Inclusive, quando chega-se próximo à entrada do Salto, há uma placa indicando que dali é possível observar a pedra de Santo Antônio do Salto. Em uma das imagens abaixo é possível ver a formação.

Há possibilidade de se fazer um percurso bem interessante que liga Lavras Novas à Passagem de Mariana passando pelo Fundão. Neste percurso realmente tem-se belíssimas visões naturais.

Em Lavras Novas siga em direção à estrada que leva para a Represa do Custódio. Logo no início há uma entrada(sinalizada) à direita que desce para o Salto. É recomendável descer a serra “engrenado”, já que do lado direito de quem desce é muito íngreme e uma queda é fatal. Entretanto tem-se a recompensa desde os primeiros metros. No final da serra terá uma ponte, depois dela suba e vire à esquerda, continue ao lado do canal. Chega-se então ao Salto, peça informação no local e siga para o Fundão do Cintra. No Fundão, como já mencionado, observa-se a capelinha e a cachoeira. No caso deste percurso siga em frente e nas bifurcações que encontrar siga todas para a direita. Depois de um certo tempo pode-se ver uma ponte no rio, NESTE caso siga para a esquerda. Realmente são muitas surpresas, esta, realmente é a estrada real, passa-se ainda por cânions e pelo Pico do Itacolomi por trás e de lado. Rodando mais um pouco chega-se  ao alto da serra de onde observa-se Ouro Preto e Mariana.  Finalmente há uma descida que culmina bem próximo ao trevo de Passagem de Mariana.